Por Mandy Jolley, Gerente Senior Program Manager, Global Crisis Management
Uma pesquisa da Business Travel Show Europe revelou uma lacuna na inclusão de programas de viagens: 55% dos compradores de viagens corporativas não oferecem nenhuma consideração específica para viajantes LGBTQIA+ – e apenas 9% esperam que isso mude este ano.
Essa não é apenas uma lacuna na política. É um risco em potencial. Os funcionários LGBTQIA+ podem enfrentar desafios legais, culturais e de segurança ao viajar, principalmente em regiões onde sua identidade pode ser criminalizada ou socialmente estigmatizada. Sem práticas inclusivas, as empresas podem estar deixando seus colaboradores expostos.
Um business case para viagens inclusivas
Espera-se que o mercado global de viagens LGBTQIA+ ultrapasse US$ 357 bilhões este ano, com muitos profissionais viajando a negócios e a lazer. Mas enquanto a base de viajantes evolui, muitos programas de viagens corporativas ficam para trás, deixando de refletir a diversidade de sua força de trabalho.

“Estamos observando um risco cada vez maior para grupos minoritários de viajantes”, diz Carolyn Pearson, CEO da Maiden Voyage, especialista em segurança de viagens inclusivas, parceira do BCD marketplace. “Quer se trate de funcionários transgêneros enfrentando problemas com passaportes ou casais do mesmo sexo navegando em ambientes hostis, a necessidade de políticas de viagem proativas e inclusivas é urgente.”
“Ainda há um trabalho importante a ser feito para apoiar grupos minoritários quando se trata de viajar a negócios”, disse Jonathan Carter-Chapman, da Business Travel Show Europe.
As políticas de viagem voltadas para o futuro não se referem apenas à mitigação de riscos. Elas também têm a ver com o bem-estar, a produtividade e a retenção dos funcionários. Quando as pessoas se sentem apoiadas, elas estão mais bem amparadas para dar o melhor de si – na viagem e no trabalho.
Como é a inclusão na prática
Os programas de viagens inclusivos não exigem uma reforma completa. Muitas vezes, mudanças bem pensadas e direcionadas fazem a maior diferença. Considere:
- Avaliações de risco para destinos em que as leis locais ou atitudes culturais possam representar desafios para os viajantes LGBTQIA+
- Serviços de suporte opcionais, como briefings de segurança específicos do destino
- Parcerias com fornecedores, hotéis e companhias aéreas favoráveis à comunidade LGBTQIA+
- Treinamento para gerentes de viagens e equipes de RH sobre as melhores práticas de viagens inclusivas
- Seguros de viagem e planos de emergência atualizados que reflitam as necessidades de diversos viajantes

Faça da inclusão parte de sua estratégia de risco de viagem
O apoio aos viajantes LGBTQIA+ não se trata apenas de conformidade – trata-se de cuidado. As políticas de viagens corporativas devem evoluir para dar suporte a todos os funcionários, em todos os locais, durante toda a jornada de viagem.
Uma Avaliação do Programa de Segurança do Viajante pode ajudar a identificar lacunas, criar resiliência e garantir que suas políticas sejam inclusivas, responsivas e prontas para a força de trabalho atual.
Porque quando as empresas dizem “traga todo o seu eu para o trabalho”, isso deve se estender a todas as viagens também.


