Por Christine Connolley, Senior Program Manager, Global Crisis Management
O que está acontecendo agora
Os mapas de voo atuais parecem estranhamente desequilibrados – e há um motivo para isso. As companhias aéreas estão dando uma folga para áreas inteiras do espaço aéreo, como Irã, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia e outros. Por quê? Porque a história nos ensinou que zonas de conflito e aviação comercial não se misturam bem.
Esse redirecionamento em massa não é apenas um incômodo regional, ele pode criar uma interrupção global. Os voos se tornam mais longos, o tráfego aéreo é espremido em corredores mais estreitos e a complexidade operacional aumenta rapidamente. Isso significa mais atrasos, aumento dos custos de combustível e maiores dores de cabeça logísticas para todos os envolvidos.
Aeroportos em lugares como Dubai, Doha e Abu Dhabi ainda estão operando, mas estão sentindo a pressão. Mais voos estão sendo canalizados através de hubs já movimentados, sobrecarregando o controle de tráfego aéreo e a infraestrutura. É nesse ponto que os atrasos se acumulam, as conexões são perdidas e as filas de atendimento ao cliente se tornam bastante longas.
Para os viajantes, isso pode resultar em atrasos, redirecionamentos e cancelamentos de última hora, que são mais prováveis quando regiões tão importantes como o Oriente Médio e a Índia ficam quentes (figurativa e literalmente). É por isso que a conscientização dos viajantes é fundamental. Fique por dentro. Ative os alertas. E sim, verifique as atualizações do TripSource® antes de sair para o aeroporto.
Mesmo que seus viajantes não estejam indo para o Oriente Médio, eles não estão necessariamente livres de problemas. Rotas mais longas, menos opções e preços mais altos já estão em jogo graças ao tráfego redirecionado e aos custos mais altos de combustível. E se a situação se agravar ainda mais ou se forem implementadas novas restrições no espaço aéreo? Esses efeitos em cascata podem se estender ainda mais.
Nos bastidores: Segurança das companhias aéreas em ação
Nos bastidores, as companhias aéreas não estão apenas improvisando. Elas estão se apoiando fortemente no gerenciamento de riscos. Toda companhia aérea de boa reputação opera com um Sistema de Gestão de Segurança, uma estrutura reconhecida mundialmente e exigida pela Organização da Aviação Civil Internacional. Não se trata apenas de um checklist; é uma estratégia completa que inclui monitoramento de perigos em tempo real, análise de riscos, relatórios de incidentes e revisões contínuas de desempenho.
Esses sistemas são criados para evitar riscos, não apenas para reagir a eles. As companhias aéreas avaliam constantemente os eventos geopolíticos, o risco do espaço aéreo e a logística de redirecionamento por meio da colaboração com órgãos reguladores como a Organização Internacional de Aviação Civil, a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia e a Administração Federal de Aviação. A inteligência em tempo real e até mesmo a vigilância por satélite são consideradas no planejamento de voos. O nível de coordenação, previsão e planejamento de contingência envolvido faria até mesmo o mais experiente gerente de crise desmaiar.
Assim, enquanto os viajantes bebem água com gás a 35.000 pés, um aparato de segurança completo está funcionando em segundo plano para manter a cabine calma até que as rodas toquem o solo com segurança.
A gestão de riscos não é opcional
No clima atual, a gestão de riscos em viagens não pode ser uma reflexão tardia. Quando as tensões globais aumentam, sua estratégia precisa aumentar com elas. Isso significa tratar a gestão de riscos de viagens com a mesma seriedade que você daria à conformidade com a segurança cibernética ou às proteções financeiras. Não se trata de pânico, mas de planejamento.
Veja o que as empresas devem fazer agora mesmo:
- Acompanhar os acontecimentos usando inteligência confiável e em tempo real.
- Revisar as rotas e os itinerários de voo, especialmente os que passam por Abu Dhabi, Dubai, Doha ou zonas próximas adjacentes ao conflito.
- Confirme se seus provedores de seguro e de emergência podem lidar com uma interrupção real.
- Mantenha os viajantes informados com atualizações oportunas e práticas.
Se não tiver certeza de que seu programa está à altura da tarefa, nossa Avaliação do Programa de Segurança do Viajante é um bom ponto de partida. Não é uma solução rápida, mas é um mergulho estratégico profundo no estado atual de seu programa de risco de viagem. Após uma avaliação abrangente, você receberá resultados personalizados e recomendações direcionadas para fortalecer o seu programa, eliminar lacunas e alinhar-se à orientação global da ISO 31030.
O resultado final
Não temos uma bola de cristal para saber como a situação geopolítica vai se desenrolar, mas sabemos que estratégias de segurança proativas, viajantes informados e programas sólidos de gerenciamento de riscos de viagem fazem toda a diferença. Portanto, mantenha seus viajantes informados, atualize seu programa e não espere até depois das manchetes para perceber que você poderia ter se preparado melhor.
Viajar ainda é possível. Viajar ainda é seguro. Mas viaje com os olhos abertos e com a equipe da Advito Travel Risk Management Consulting ao lado.
Sobre Christine Connolley
Christine faz parte do Global Crisis Management da BCD Travel, uma equipe inovadora que ajuda os clientes a cumprirem o duty of care. Também atuando como travel risk management consultant na Advito, Christine oferece experiência no desenvolvimento de programas e políticas, orientando o fornecimento de segurança por meio de suporte de RFP e realizando avaliações do programa de segurança do viajante.
Ela é presidente do Comitê de Riscos dos EUA do Global Business Travel Association e membro ativo do Grupo Consultivo Técnico TC262 – Gerenciamento de Riscos da ISO U.S. da American Society of Safety Professionals.



