Monitor de mercado: Taiwan

Crescimento impulsionado pela exportação e investimentos melhoram as perspectivas no setor de viagens corporativas.

Visão geral da economia

Em 2016, o crescimento das exportações de eletrônicos, produtos químicos e máquinas em Taiwan representou 11% do aumento total das exportações de um ano a outro, o melhor desempenho em cinco anos. A atividade industrial está em alta, assim como os investimentos em negócios.

Para os padrões de mercados emergentes, o crescimento econômico de Taiwan foi modesto, prejudicado pelo baixo consumo, um reflexo do lento reajuste dos salários e da falta de confiança. O crescimento econômico global foi de 1,4% no ano passado, e espera-se que atinja 1,7% em 2017, em uma trajetória que deve culminar em 2,6% até 2020.

Percepção do setor de viagens corporativas

O comércio entre Taiwan e a China continental gerou um forte crescimento nas viagens internacionais de 2010 a 2016, quando a deterioração das relações políticas entre ambos os países reduziu a demanda chinesa. O setor turístico de Taiwan se esforça para não se tornar excessivamente dependente da China e tenta atrair turistas dos EUA, Cingapura e Japão.

A movimentação doméstica é responsável por 20% dos US$ 16 bilhões gastos em viagens corporativas em 2016. As viagens em Taiwan sofreram queda de 7% em 2015 e não devem aumentar em 2017. Em contraste, as viagens de taiwaneses ao exterior – responsáveis por 46% dos gastos totais – vêm crescendo cerca de 10% ao ano desde 2012. A previsão é que, até 2020, elas se mantenham como o segmento mais forte do setor de viagens em termos de desempenho.

O encerramento das atividades da TransAsia, então terceira maior empresa aérea do país, gerou impactos no setor de viagens aéreas em 2016. A oferta de passagens agora se concentra em grupos de companhias aéreas liderados por China Airlines e EVA Air. Cada uma delas é responsável por aproximadamente 30% dos voos de Taipé e Kaohsiung, as duas principais cidades de Taiwan. A Far Eastern Air Transport (FAT) oferece alguma concorrência, mas ainda lhe falta o alcance internacional de suas duas rivais.

A chegada de turistas da China continental impulsionou a expansão hoteleira, mas as redes internacionais ainda são pouco representadas, à frente de menos de 1% da totalidade de hotéis. O Marriott está se expandindo rapidamente ao inaugurar estabelecimentos nas principais cidades do país e também em mercados menores como Hualien, Taichung e Tainan. O AccorHotels está adotando uma abordagem diferente, firmando parcerias com hotéis locais em seu programa “selected by”. Com essa estratégia, a marca agora é afiliada a mais de 50 hotéis somente em Taipé. Seu portfólio abrange redes locais como Beauty, Fullon e Green World Hotels.

Oportunidades

  • As perspectivas do setor de viagens corporativas estão melhorando à medida que a confiança cresce nos investimentos empresariais.
  • A expansão da Far East Air Transport rumo a mercados internacionais significará mais concorrência para a China Airlines e a EVA Air, e também mais alternativas para os viajantes de negócios.
  • Uma redução do número de visitantes chineses do continente reduziu também a demanda hoteleira. A queda nas taxas de ocupação representa uma oportunidade para que gestores de viagens negociem tarifas mais favoráveis.

Desafios

  • Qualquer tensão nas relações políticas entre Taiwan e a China continental gera mais incertezas ao ambiente comercial taiwanês.
  • O colapso da TransAsia fortaleceu a posição da China Airlines e da EVA Air, reduzindo a concorrência no curto prazo.
  • As redes hoteleiras internacionais limitam sua presença nos arredores das principais cidades do país.

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