Monitor de mercado: Índia

O setor aéreo está em plena expansão no 9.º maior mercado mundial de viagens corporativas.

Visão geral da economia

De uma economia majoritariamente agrícola, a Índia tornou-se um mercado de serviços, em grande parte sem passar por um período de industrialização. O setor de serviços já representa 53% do produto interno bruto, mas gera apenas cerca de 30% do emprego. Mais de 50% dos postos de trabalho ainda estão na agricultura. Isso ajuda a explicar por que o PIB per capita da Índia está muito abaixo da média dos emergentes asiáticos. Embora a economia indiana tenha passado por um rápido crescimento econômico, seus efeitos têm sido lentos em matéria de melhoria de condição para a população.

O governo atual, no poder desde 2014, herdou uma economia deteriorada por alta inflação, más condições econômicas e corrupção desenfreada. Ele conseguiu restaurar a confiança dos investidores no país, mas as reformas econômicas têm sido lentas. O caos que se seguiu a uma recente tentativa de integrar bilhões de dólares de riquezas não contabilizadas à economia com a descontinuidade das cédulas de 1.000 e 500 rupias demonstra alguns dos problemas enfrentados pelo governo com as reformas em andamento.

A produção econômica vem subindo lentamente desde 2012, devendo chegar a seu ponto máximo neste ano. Segundo projeções, o crescimento deve atingir 7,5% em 2016 e reduzir-se para 6,5% até 2020. Mas a economia pode superar as expectativas. O rápido arrefecimento inflacionário tem permitido que o Banco Central da Índia comece a reduzir as taxas de juros; a meta é fortalecer uma recuperação industrial hoje desigual e fomentar ainda mais o crescimento. Além disso, como os salários do setor público vêm crescendo, os consumidores tendem a elevar os gastos.

Percepções sobre o setor de viagens corporativas

Mais de 13 milhões de pessoas viajaram à Índia em 2015. Os EUA dominaram como país de origem, e estima-se que a parcela de viajantes vindos do país norte-americano passe de 15% em 2015 para 18% em 2020. Sri Lanka, Japão e Cingapura também oferecem boas perspectivas de crescimento. Os Emirados Árabes Unidos são o destino mais frequente dos viajantes indianos, mas tem crescido o interesse em Bahrein, Cingapura, Malásia e França.

O mercado de viagens corporativas da Índia era avaliado em mais de US$ 23 bilhões em 2015, tornando-o o 9.º colocado mundial. Os viajantes domésticos representam 70% dos gastos totais. Segundo a Oxford Economics, eles devem gerar uma alta de 12% nos gastos empresariais em 2017. A previsão é que os gastos de viajantes corporativos estrangeiros na Índia cresçam 6,5%, seu pior desempenho em mais de cinco anos.

O mercado de viagens aéreas está em plena expansão na Índia. A quantidade de passageiros domésticos aumentou mais de 20% no primeiro semestre de 2016 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O mercado é dominado por companhias aéreas de baixo custo. Com participação geral de 40%, a IndiGo possui clara liderança. Se acrescentarmos GoAir, SpiceJet e AirAsia India, a participação de mercado das companhias de baixo custo chega a 63%, e ela segue crescendo. A redução de restrições governamentais sobre quando companhias aéreas podem voar ao exterior talvez impulsione as viagens internacionais em breve.

Depois de se fundir com o Starwood, o Marriott assumiu a Indian Hotels Co. (IHCL ou Taj Group) para se tornar a maior rede hoteleira em operação na Índia. Estão entre outras grandes redes ITC Hotels, AccorHotels, Hyatt e IHG. Não muito atrás se encontram redes indianas de médio porte como Sarovar, Oberoi Hotels & Resorts, Lemon Tree Hotels e Leela Palaces. As maiores marcas hoteleiras estão redirecionando seu foco de grandes cidades para mercados de níveis 2 e 3. Com a redução de barreiras para a sua entrada, as redes podem se expandir rapidamente nessas cidades menores e atender às viagens domésticas, que crescem em ritmo elevado.

Oportunidades

  • O orçamento governamental de 2016-17 prevê reformas fiscais, investimentos em infraestrutura e uma promessa de facilitar os negócios no país. As medidas econômicas podem estimular a demanda por viagens corporativas.
  • Regulamentos aéreos menos restritivos permitirão que novas empresas como AirAsia India e Vistara lancem voos internacionais muito antes do esperado. Portanto, os viajantes poderão ter em breve mais alternativas para voar da Índia a destinos frequentes como Oriente Médio e Sudeste Asiático. A ampliação da concorrência também deve levar a uma redução nas tarifas.
  • À medida que redes hoteleiras internacionais investirem para além das maiores cidades indianas, os viajantes de negócios poderão aproveitar tarifas corporativas junto a essas redes em mercados de níveis 2 e 3.

Desafios

  • Se o governo Trump adotar uma postura protecionista no comércio internacional para os EUA, isso deverá gerar reflexos na Índia e em outros mercados asiáticos.
  • A decisão do governo indiano de retirar as notas de 1.000 e 500 rupias gerou uma escassez de dinheiro em todo o país que afetou os viajantes corporativos, e rupturas como essa podem ocorrer novamente se a administração empreender outras reformas de maneira deficiente.
  • A combinação de redução de oferta de vagas em hotéis e crescimento da demanda promete encerrar um período de preços médios de diárias relativamente acessíveis.

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